A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte), IP, em parceria com o Alto-Comissariado da Saúde, realizou, no passado dia 12 de Julho de 2010, na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, no Porto, o Fórum Regional de Saúde do Norte. O objectivo foi debater a articulação entre o Plano Nacional de Saúde 2011-2016 e o Plano Regional, bem como as prioridades de saúde na Região Norte.
À margem do encontro, falámos com o Dr. Fernando Tavares, director do Departamento de Estudo e Planeamento da ARS Norte. “O Fórum Regional do Norte deu a conhecer aos profissionais de saúde da região, mas também aos parceiros sociais que interagem com a saúde, as principais linhas estratégicas do novo Plano Nacional de Saúde, permitindo recolher vários contributos, que por certo irão enriquecer o documento final”, assinala.
O programa escolhido para o debate assentou numa temática estratégica em vez de ressalvar problemas de saúde ao pormenor. “A ideia não foi tanto discutir os progressos que já foram sentidos na região em termos de saúde mas sim as linhas estratégicas definidas para o Plano Nacional de Saúde e de que forma a região se revê nelas, incorporando também propostas ou medidas que vão de encontro à resolução de problemas, que porventura têm uma importância maior ao nível regional. A forma como se irá concretizar esta desejada articulação entre o Plano Nacional e o Plano Regional, também foi amplamente discutido, indo de encontro a um dos objectivos deste fórum”, sublinhou Fernando Tavares. Houve a oportunidade de verificar todo o trabalho feito na identificação das necessidades de saúde regionais, na caracterização dos principais determinantes de saúde em função do género e do grupo etário. “Isto permitiu que a audiência se identificasse com as várias temáticas e se sentisse confortável para enriquecer o debate.”
Promoção da cidadania e da equidade
A escolha dos temas para o Fórum Regional de Saúde foi transversal a todos os programas de saúde em geral. Fernando Tavares diz-nos ainda que “era importante, num contexto de forte restrição financeira, perceber como se garante a sustentabilidade financeira do Sistema Nacional de Saúde e de que forma poderemos assegurar a execução dos programas de saúde. É importante saber como conseguimos melhorar a qualidade e oferta dos serviços num contexto de constrangimento financeira.”
A maior equidade no acesso aos cuidados de saúde foi amplamente debatida. “O acesso aos cuidados de saúde é uma das principais disfunções do sistema de saúde. Tentamos proporcionar cuidados adequados em tempo útil. Para isso, é necessário assegurar um conjunto de estratégias, onde se inclui a articulação de cuidados para que esse acesso seja disponibilizado. Os Centros de Saúde devem, por exemplo, flexibilizar os seus horários, alargando o seu período de atendimento, para que as pessoas possam mais facilmente recorrer aos serviços de saúde. Chamamos à atenção também para a necessidade de responder aos problemas dos grupos socialmente mais desprotegidos e vulneráveis”, adianta o director do Departamento de Estudo e Planeamento da ARS Norte.
Projectos da ARS Norte
Existem muitos projectos em curso nesta ARS. Por exemplo, relativamente ao acesso, a implementação da “Via Verde do AVC “tem registado uma grande expansão e permite-nos melhorar os índices de mortalidade e de incapacidade. Os programas de rastreio que estamos a implementar na região constituem também uma prioridade nacional e regional”, salienta Fernando Tavares. Por outro lado, a melhoria da performance no programa da tuberculose e a continuidade do processo de reforma de cuidados de saúde primários têm sido áreas de grande interesse na ARS Norte. O mesmo se passa com a expansão da Rede de Cuidados Continuados Integrados. “Os principais problemas de saúde não diferem entre as regiões, embora com enfoques diferentes pelas especificidades de cada região”, conclui Fernando Tavares
Para mais informações sobre os programas em curso na ARS Norte, não deixe de aceder ao site www.arsnorte.min-saude.pt