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Pele: cuidados anti-aging
A fotoprotecção será sempre uma mais valia e deve ser efectuada toda a vida
Por Dra. Maria Alexandra Chaveiro – dermatologista, membro da SPDV, médica no British Hospital Lisbon XXI ( BH LXXI)
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010


O recurso a terapêuticas combinadas visando “resurfacing”, relaxamento, preenchimento e reposicionamento permitem quando bem planeadas e individualizadas uma excelente resposta na abordagem da face envelhecida.

A idade de início dos tratamentos é obviamente dependente de cada indivíduo não sendo possível estabelecer uma regra rígida embora nunca seja de mais recordar que começamos a envelhecer quando nascemos e que a fotoprotecção será sempre uma mais valia e deve ser efectuada toda a vida.

 

Existem múltiplos procedimentos que visam travar/reverter o envelhecimento cutâneo.  Devem ser adaptados a cada indivíduo e deve haver uma correcta análise dos componentes anatómicos envolvidos.

O Sol permanece como o principal agente no envelhecimento da pele e é responsável por grande parte dos aspectos estéticos indesejados como sejam as alterações cromáticas (manchas solares, hiper e/ou hipopigmentação), pequenas rídulas, queratoses, telangiectasias, perda de brilho e perda de elasticidade. Dependendo do fototipo do indivíduo, do tipo de exposição solar a que esteve sujeito e obviamente do grupo etário, estas alterações são mais ou menos acentuadas e irão requerer tratamentos ajustados.

 

 

 

Diferentes tratamentos para retardar e tratar o fotoenvelhecimento da pele

 

A terapêutica médica usando agentes como tretínoina, alfa hidroxiácidos, despigmentantes, 5 – fluororacilo ou o recurso a terapêutica fotodinâmica, tratamentos com luz intensa pulsada ou LASER visam o “resurfacing” e em presença de fotoenvelhecimento ligeiro a moderado são por si só eficazes (desde que correctamente ajustados ao fototipo e eventual patologia cutânea subjacente), mas em presença de graus de fotoenvelhecimento mais acentuados são insuficientes.  

É fundamental não descurar a perda de volume, a perda de elasticidade, a fraqueza muscular e mesmo as alterações cartilagíneas e ósseas que ocorrem com o envelhecimento endógeno e quando não corrigidas comprometem o resultado dos procedimentos atrás descritos.

A perda de volume e redistribuição da gordura subcutânea condiciona a forma do rosto que se vai tornando menos harmoniosa. Assiste-se a uma perda profunda de gordura subcutânea na região perioral, fossa temporal, região prémalar, mento e fronte. A injecção de substâncias de preenchimento, desde a gordura autóloga a materiais inertes transitórios ou permanentes é uma terapêutica de fácil execução, baixos riscos e grande benefício.

 

 

Para que servem o relaxamento muscular e as técnicas cirúrgicas mais invasivas?

 

O relaxamento muscular através da injecção de toxina botulínica com paralisia dos múculos da glabela, do músculo frontal e dos músculos orbitários externos do rosto veio revolucionar a abordagem do 1/3 superior da face permitindo corrigir as rugas de expressão e revelando-se uma técnica segura e temporária.

 As técnicas cirúrgicas mais invasivas permanecem uma opção para correcção de rugas profundas que não sejam de expressão. No 1/3 inferior da face o “facelift” é frequentemente indispensável para um resultado estético favorável.


© 2007 Jornal do Centro de Saúde
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